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De olho na saúde

Prevenção é a chave de uma vida saudável.

Pensando nisso, o Lavoisier disponibiliza a seus clientes a série DE OLHO NA SAÚDE, que contém respostas para as perguntas mais frequentes sobre algumas doenças.

Cuidar da saúde é sinônimo de qualidade de vida.

O que é alergia?

A Alergia consiste em reações exageradas que o organismo sofre quando entra em contato com determinadas substâncias (alérgenos), mesmo que em quantidades pequenas. Cerca de 20% da população sofre de alguma forma de Alergia. As formas alérgicas mais comuns são a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas.

Alergia é uma doença?

Trata-se mais de uma característica individual do que propriamente de uma doença. O indivíduo alérgico é aquele que reage de forma exacerbada a determinado estímulo, considerado normal para outro indivíduo não alérgico. Digamos que os indivíduos alérgicos possuem um limiar de tolerância inferior a certos estímulos.

Como ficamos alérgicos?

A Alergia não aparece da noite para o dia. Cada vez que nosso organismo tem contato com uma substância estranha (antígeno), ele produz uma substância chamada de anticorpo. Esse anticorpo liga-se a determinadas células do nosso organismo e faz com que essas liberem substâncias responsáveis pelos sintomas clínicos das reações alérgicas.

O que é alérgeno?

O Alérgeno é o termo usado para a substância que causa reação alérgica. Alguns estão no ar, como o pólen ou os fungos; outros são encontrados em alimentos, por exemplo, no leite, nos frutos do mar ou nos ovos. Alguns insetos têm alérgenos em seu veneno, assim como certas plantas que também possuem substâncias alergênicas. No ambiente doméstico, os alérgenos encontrados mais frequentemente são os tão conhecidos ácaros.

Existe uma predisposição para a alergia?

Sabemos que crianças de pais alérgicos têm maior probabilidade de serem alérgicas. Crianças que possuem um de seus pais alérgicos têm 20 a 30% de chances de serem alérgicas, enquanto fi lhos de ambos os pais alérgicos já têm uma probabilidade de 60%. Por outro lado, a Alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e até mesmo em pessoas sem histórico familiar; basta, para isso, que a exposição desse indivíduo a determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância.

Quais são os diferentes tipos de Alergias?

Quando a reação alérgica ocorre no sistema respiratório, podemos ter desde uma rinite alérgica até crises asmáticas de intensidades variáveis. Quando o órgão acometido é a pele, podemos ter desde pequenas manchas avermelhadas, como reações alérgicas a picadas de insetos, até reações urticariformes gigantes.

Como evitar as alergias?

Quando se conhece o responsável pela Alergia, por exemplo em uma alergia alimentar, basta evitar o alimento na dieta. Quando o agente está presente no ar, como a poeira ou os fungos, podemos tentar reduzir o seu contato por meio do que chamamos de controle ambiental. Esse consiste em cuidados diversos para diminuir o contato com os alérgenos no ambiente domiciliar, por exemplo com o uso de protetores plásticos de colchão e travesseiros, de pano úmido diariamente nos pisos da casa, a troca das cortinas por persianas, etc. É possível também diminuir aos poucos a sensibilidade do indivíduo ao(s) alérgeno(s) pela imunoterapia (vacinas específicas) realizada com supervisão médica.

É possível identificar os agentes responsáveis pelas Alergias?

Além dos testes clínicos de provocação oral (exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” da dieta), existe hoje uma série de métodos para avaliação diagnóstica das Alergias, entre eles:

  • Testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos), intradérmicos de provocação ou de contato (resultado em 72 horas);
  • Exame de sangue (dosagem de IgE total e específica) - nesse teste são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alérgenos, como frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca, ovos e laticínios, alérgenos inalantes, como pelos de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alérgenos ocupacionais.

O que é Asma?

É também chamada de asma brônquica ou bronquite e é caracterizada por uma reação exagerada do sistema respiratório (traqueia e brônquios) a determinadas substâncias e partículas denominadas de alérgenos.

Os principais sintomas são cansaço, falta de ar, chiado, aperto no peito e tosse, reversíveis espontaneamente ou com tratamento.

O que são alérgenos?

São substâncias capazes de provocar alergias. Os principais alérgenos inaláveis são os fungos (mofo), os pelos de animais (gato e cão, principalmente), os ácaros, a poeira domiciliar, os pólens, a lã e até fragmentos de insetos. Os alérgenos alimentares incluem frutas, frutos do mar, proteínas de vários tipos de carne e ovos, entre outros.

O que é atopia?

Atopia é a propensão que um indivíduo tem de apresentar uma resposta do sistema imunológico a substâncias e partículas comuns, como os alérgenos inaláveis ou alimentares. Essa resposta imunológica é promovida pela produção de um anticorpo chamado imunoglobulina E (IgE), e algumas pessoas nascem com predisposição genética a apresentar reações em função do aumento desse anticorpo.

Por que algumas pessoas apresentam Asma?

Cerca de 50% dos pacientes asmáticos é atópico ou alérgico. Nesses casos, os primeiros sintomas ocorrem na infância e tendem a regredir na adolescência.

A Asma conhecida como não alérgica ou idiopática, é caracterizada por aparecer na vida adulta. Esses pacientes dificilmente apresentam histórico de familiares com a doença.

Porém, todos os pacientes com Asma, alérgicos, atópicos ou não, apresentarão os mesmos sintomas. Nos asmáticos atópicos, os ataques podem ser desencadeados tanto por fatores alérgicos como não alérgicos.

O que provoca os ataques de Asma?

As crises de Asma podem ser desencadeadas após contato com alérgenos inalantes ou ingeridos nos alimentos. Outros fatores são infecções do trato respiratório, exercícios físicos, exposição a cheiros fortes, substâncias químicas, fumo, sensibilidade a algumas medicações e fatores de ordem psicológica.

Como é feito o diagnóstico da doença?

O diagnóstico clínico é feito pela análise da história clínica e do exame físico realizado pelo seu médico.

Existem vários exames complementares, que poderão ser indicados, conforme o caso de cada paciente.

A Asma tem cura?

Ainda não podemos afi rmar que a cura exista, pois trata-se de uma doença com um mecanismo complexo e múltiplos fatores envolvidos. Mas é uma doença que pode ser controlada.

Entretanto, medidas preventivas são fundamentais para o controle da doença e incluem controle ambiental (evitar exposição aos alérgenos inalatórios) e outras medidas relacionadas aos fatores envolvidos no desencadeamento da Asma. Existem vários produtos disponíveis para o tratamento de crises, assim como medicações para a prevenção dessas, que serão selecionados pelo seu médico.

O que é o Câncer de Colo Uterino?

É o segundo tumor maligno mais frequente na população feminina, sendo superado apenas pelo câncer de mama.

É possível preveni-lo?

Sim, é um tumor que pode ser prevenido, uma vez que sua progressão é relativamente lenta e o exame preventivo permite detectar de forma efi ciente as lesões precursoras. Este exame consiste na coleta tríplice de material do colo do útero (região externa e interna) e da vagina (fundo de saco). É um exame barato e indolor. Sua realização periódica permite reduzir 70% da mortalidade por Câncer de Colo do Útero.

Quando realizar o exame preventivo?

Toda mulher com vida sexual ativa deve submeter-se anualmente ao exame preventivo periódico. O exame também deve ser realizado em mulheres que apresentem alterações no ciclo menstrual ou sangramentos vaginais entre dois períodos menstruais.

O Câncer de Colo do Útero apresenta sintomas?

O Câncer do Colo do Útero não apresenta sintomas na sua fase inicial. O principal sintoma do câncer já localmente invasivo é o sangramento.

Existem fatores de risco para o Câncer do Colo de Útero?

Sim. Vários são os fatores de risco identificados para o Câncer do Colo do Útero, como início precoce da atividade sexual, pluralidade de parceiros, falta de hábito de higiene, fumo, uso prolongado de contraceptivos orais. Estudos mostram ainda a associação do Câncer de Colo do Útero com o papilomavírus humano (HPV).

É possível diagnosticar o HPV?

Sim. Atualmente, técnicas de biologia molecular permitem diagnosticar o HPV e distinguir seus diferentes subtipos. A identificação dos diferentes tipos de HPV é fundamental, uma vez que estudos indicam que alguns subtipos de HPV, definidos como de alto risco, estão significativamente associados ao desenvolvimento de Câncer do Colo do Útero.

Ouvi falar na vacina contra o HPV, ela já está disponível e quando ela está indicada?

A vacina contra o HPV está disponível no mercado desde 2006. A vacina protege contra a infecção pelo HPV, responsável pelo condiloma e pela maioria dos cânceres de colo uterino. No momento, a prioridade da indicação da vacina é para as mulheres que ainda não entraram em contato com o HPV, normalmente pré-adolescentes.

O que é o câncer?

O câncer é o resultado da multiplicação exagerada e descontrolada de algumas células que adquirem a capacidade de invadir estruturas sadias à sua volta. Eventualmente, podem deslocar-se do seu local de origem, atingir a corrente sanguínea e alcançar outras partes do corpo. Quando essas alterações ocorrem no tecido mamário, temos o Câncer de Mama, que se manifesta, normalmente, sob a forma de um caroço ou nódulo palpável.

Todo nódulo palpável na mama é câncer?

Não. Temos vários nódulos mamários palpáveis que são de natureza benigna, sendo mais comuns os cistos e fibroadenomas que têm boa evolução e, na maioria dos casos, só necessitam de controle periódico.

Além da apalpação de nódulos existem outros sinais sugestivos de Câncer de Mama?

O aparecimento de ínguas nas axilas, modifi cações da forma e tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modifi cações na pele, na auréola mamária ou no mamilo podem ser sinais indicativos de Câncer de Mama.

Existe predisposição para o câncer de mama?

Sim, existem fatores de risco, que estão associados ao aparecimento do Câncer de Mama. Esses fatores devem ser identificados, pois permitem ao médico acompanhar seus pacientes individualmente e traçar condutas específicas para a prevenção.

Quais são os fatores predisponentes?

São considerados fatores de alto risco a história familiar (mãe ou irmã com Câncer de Mama na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modifi cações nos genes associados ao Câncer de Mama - BRCA1 e BRCA2). A intensificação de medidas preventivas leva à detecção precoce das alterações, aumentando a chance de cura.

Qual o significado da predisposição genética para o Câncer de Mama?

A detecção das modifi cações nos genes associados ao Câncer de Mama - BRCA1 e BRCA2 indica, apenas, uma predisposição não sendo defi nitiva para o aparecimento de Câncer de Mama. Esse exame deve ser feito preferencialmente nos grupos de mulheres que apresentem uma história familiar de Câncer em Mama ou ovário.

Qual a vantagem do diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce do Câncer de Mama possibilita o tratamento em estágios iniciais da doença, evitando procedimentos mais radicais e aumentando as chances de cura.

Quais as estratégias para o diagnóstico precoce de Câncer de Mama?

A detecção precoce inclui três estratégias complementares:

  • Autoexame da mama: inspeção visual e palpação sistemática de cada mama pela própria mulher. Deve ser realizado geralmente entre o 7º e 10º dia após a menstruação.
  • Exame clínico das mamas, realizado pelo profissional de saúde rotineiramente durante a consulta.
  • Mamografia - exame radiológico.

O que é, mais detalhadamente, a mamografia?

A mamografia é um exame de Raios X das mamas. Na imagem radiográfica da mamografia, o especialista consegue detectar alterações sugestivas de câncer e diferenciá-las das lesões benignas. Para a realização do exame é necessária a compressão dosada das mamas, sem a qual não é possível a visualização adequada do tecido mamário e a distinção das lesões. Apesar de ser considerada desconfortável por algumas mulheres, essa compressão não causa nenhuma agressão ao tecido mamário. Não é indicado que pacientes sensíveis realizem o exame na fase pré-menstrual, quando já existe uma sensibilidade aumentada nas mamas.

Qual a idade ideal para iniciar a realização dos exames de mamografia?

A primeira mamografia deve ser realizada entre 35 e 40 anos e controles periódicos estão indicados anualmente ou bianualmente a partir dessa faixa etária. Já nas mulheres com história familiar de Câncer de Mama em casos ascendentes de primeiro grau (como mãe e avó materna), o rastreamento mamográfico deve começar 10 anos antes da idade em que as mesmas tiveram a doença. Exemplo: se a mãe teve o Câncer de Mama aos 40 anos, o rastreamento deve começar aos 30 anos.

É importante ressaltar que a mamografia é recomendada como método de rastreamento, sendo indicada para todas as mulheres, independente da existência de sinais ou predisposição para o câncer.

Em que consiste a dupla checagem de exames de mamografia? Tal procedimento é realizado pelo laboratório?

A dupla checagem de exames foi introduzida com o objetivo de diminuir as falhas na liberação de resultados e consiste na releitura das imagens por examinadores distintos, em momentos diferentes, para não haver a influência da primeira leitura. Tal procedimento é realizado de rotina pelo laboratório e aumenta em até 15% a sensibilidade da mamografia, ou seja, a probabilidade de um resultado falso negativo diminui quando realizada a dupla checagem.

Quando é indicada a ultrassonografia das mamas?

A ultrassonografia das mamas não é método de rastreamento para câncer das mamas, mas é considerada como um importante adjuvante, em algumas condições, tais como:

  • Em mulheres de mamas muito densas;
  • Determinação da composição de um nódulo detectado pela palpação e/ou pela mamografia;
  • Na orientação da punção desses nódulos, que podem ser císticos (e, neste cas,o passíveis de serem aspirados e resolvidos) ou sólidos, podendo o material ser obtido por agulha fina ou grossa para estudo mais detalhado.

O conhecimento sobre o câncer de pele e como preveni-lo é importante uma vez que é o tipo de câncer mais comum. A sua incidência vem aumentando em todo o mundo nas últimas décadas. Devido à sua relação direta com a exposição solar, principalmente em países de clima tropical como o nosso, as medidas de prevenção, que devem ser feitas desde a infância, tornam-se ainda mais importantes, devendo-se ter em mente alguns conceitos:

  • A exposição solar excessiva é prejudicial à saúde e deve ser evitada;
  • Os efeitos lesivos da exposição solar são cumulativos desde a infância;
  • A eficácia dos filtros solares é comprovada cientificamente;
  • O câncer de pele é quase sempre curável quando detectado precocemente.

O que é câncer de pele?

É um tumor formado por células que sofrem uma transformação, tornando-se anormais e multiplicando-se desordenadamente.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Os mais importantes são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, e estão mais associados à exposição solar frequente.

Qual a causa mais comum do câncer de pele?

O fator ambiental mais importante na patogênese do câncer de pele é a exposição solar constante e prolongada sendo a causa de 90% de todos os cânceres de pele.

Existem outros fatores de risco para o câncer de pele?

Alguns indivíduos são mais susceptíveis ao desenvolvimento de câncer de pele devido à suas características raciais, comportamentais, genéticas entre outras. Entre os fatores que colaboram com esta suscetibilidade, podemos citar: a pele clara e/ou presença de sardas; cabelos loiros, ruivos ou castanho claros; olhos claros; tendência a queimaduras solares com facilidade e pouco ou nenhum bronzeamento; história familiar de câncer de pele; residência em regiões de clima quente e ensolarado; longos períodos de exposição solar diária ou curtos períodos de exposição solar intensa; grande quantidade de sinais (nevos).

Que lesões podem ser suspeitas para câncer de pele?

De uma maneira geral, podem ser suspeitas:

  • aparecimento de manchas que não desaparecem em pelo menos três semanas;
  • ponto ou mancha na pele que sangra, coça, dói ou perfura;
  • alterações de manchas já existentes, como por exemplo crescimento, elevação ou mudança de cor.

Como é feito o diagnóstico?

O médico é o profissional indicado para analisar cada caso, através do exame clínico-dermatológico. Quando indicado, ele poderá solicitar a remoção da lesão suspeita e um exame específico para o diagnóstico, denominado exame histopatológico.

Qual o tratamento a ser instituído?

Na maioria dos casos, a remoção cirúrgica da lesão já serve como tratamento. Menos frequentemente, pode haver a necessidade de complementação, através de outros tratamentos, prescritos pelo médico assistente, conforme cada caso.

Como prevenir o câncer de pele?

Deve-se evitar a exposição solar prolongada, principalmente entre 10h e 16h, e usar regularmente o filtro de proteção solar indicado pelo seu médico, renovando a aplicação a cada 2 horas ou após o mergulho. O bronzeamento artificial deve ser evitado. Em caso de aparecimento de lesão suspeita, deve-se procurar o dermatologista.

Por que se fala tanto em Câncer de Próstata?

O Câncer de Próstata é um problema de saúde pública no Brasil, porque ocorre com grande frequência e pode causar a morte dos pacientes. Ele só é superado, nos homens, pelo câncer de pulmão e de pele.

O que é a próstata?

A próstata é uma pequena glândula do aparelho reprodutor masculino, que envolve a uretra na saída da bexiga. Produz o sêmen que é responsável pelo transporte e fonte de energia para os espermatozóides.

Quais são os sintomas do Câncer de Próstata?

O Câncer de Próstata em sua fase inicial é, via de regra, assintomático. Porém, quando sintomático, destacam-se os sintomas consequentes ao aumento da próstata que, por envolver a uretra (que consiste no canal por onde passa a urina), acaba por resultar em sintomatologia relacionada com o estreitamento desta, tais como dificuldade para iniciar a micção, urgência para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga e aumento da frequência urinária à noite.

É importante lembrar que tais sintomas, conhecidos como “prostatismo”, não são exclusivos do Câncer de Próstata sendo encontrados em qualquer condição que resulte em aumento da próstata e a principal consiste em condição benigna, a hiperplasia benigna da próstata.

Em fase mais avançada, o paciente pode manifestar dores ósseas, anemia e perda de peso.

Quais são as causas mais comuns de prostatismo?

As causas mais comuns são hiperplasia prostática benigna e Câncer de Próstata.

É possível diferenciar a hiperplasia benigna do Câncer de Próstata?

Existem quatro procedimentos que possibilitam a diferenciação das lesões benignas do câncer: toque retal, dosagem de PSA no sangue, ultrassonografi a de próstata e biópsia de próstata. O uso adequado desses exames torna possível a descoberta precoce do Câncer de Próstata.

Qual a vantagem do diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce do Câncer de Próstata possibilita uma resposta mais adequada aos tratamentos escolhidos, evitando procedimentos mais radicais e aumentando as chances de cura.

Quais as estratégias para o diagnóstico precoce do Câncer de Próstata?

A detecção precoce inclui três estratégias complementares:

  • Exame digital retal (toque): a palpação da próstata, realizada pelo médico durante a consulta clínica ou urológica, permite a detecção de áreas suspeitas na glândula.
  • Dosagem de PSA total e/ou livre no sangue: o aumento dessa substância no sangue não ocorre apenas nos casos de câncer, mas os valores encontrados podem auxiliar na diferenciação dos casos benignos e malignos.
  • Ultrassonografia de próstata com biópsia: apesar de ser o exame definitivo para o diagnóstico de câncer, apresenta inconvenientes que restringem a sua utilização frequente, sendo indicado apenas nos casos considerados suspeitos pelos exames anteriores.

O que é, mais detalhadamente, a dosagem de PSA?

O PSA (antígeno prostático específico) é uma substância produzida nas células da próstata. Quando existe um aumento no número de células produtoras, por exemplo, na hiperplasia benigna da próstata, no Câncer de Próstata e na prostatite (inflamação da próstata) o PSA eleva-se no sangue, servindo como indicador dessas doenças. A diferenciação dos casos benignos e câncer nem sempre é possível apenas com valores isolados de PSA sendo necessária a correlação com outras informações da história e do exame clínico.

Qual a idade ideal para iniciar a realização dos exames de próstata?

Todo homem deve se submeter à avaliação anual da próstata, com o toque retal e dosagem de PSA a partir dos 45 anos de idade, independente da existência de sinais ou queixas sugestivas de câncer. Em homens com história familiar (parentes em primeiro grau com Câncer de Próstata), esta recomendação deve ser adiantada em 10 anos.

Quais são os lipídeos (gorduras) do sangue?

Os lipídeos mais importantes são os ácidos graxos, os triglicérides, os fosfolipídeos e o colesterol. A elevação dos lípides é denominadas de dislipidemia.

Quais as implicações da dislipidemia?

A dislipidemia é um dos múltiplos fatores responsáveis pela doença aterosclerótica. Essa doença é a principal causa de mortalidade no Brasil, e sua prevenção e controle passa pela identificação da dislipidemia e os demais fatores de risco (tabagismo, portador de hipertensão arterial (pressão alta), excesso de peso, sedentarismo, alcoolismo, história familiar etc.).

Quais são as principais causas de dislipidemia?

As dislipidemias podem ser:

  • de origem genética;
  • secundária à doenças (diabetes mellitus, síndrome nefrótica, insuficiência renal crônica, obesidade, alcoolismo);
  • derivada do uso de medicamentos (diuréticos, betabloqueadores, corticosteróides, anabolizantes).

Quais são as frações do colesterol?

O colesterol é dividido em 3 frações : HDL, LDL e VLDL.

O HDL-colesterol não se deposita na parede vascular, evitando assim a doença aterosclerótica, sendo denominado popularmente de “colesterol bom”. O colesterol problemático (“ruim”) é a fração LDL.

Quais os alimentos ricos em colesterol? A menor ingestão de colesterol alimentar leva a queda do colesterol no sangue?

Os principais alimentos ricos em colesterol são as vísceras de animal (fígado, miolo, miúdos), leite integral e seus derivados (queijo, manteiga, creme de leite), biscoitos amanteigados, croissants, folheados, sorvetes cremosos, frios (presunto, salame, mortadela), pele de aves, frutos do mar (lagosta, camarão, ostra, marisco, polvo), gema de ovo.

Não são todas as pessoas que apresentam queda considerável dos níveis sanguíneos do colesterol com restrição da ingestão de gorduras.

Como posso aumentar o HDL-colesterol (colesterol bom) e diminuir o LDL-colesterol (colesterol ruim)?

É necessário uma mudança do estilo de vida, incluindo dieta equilibrada, exercício físico aeróbio (caminhar, correr ou andar de bicicleta de 3 a 6 vezes por semana por 40 minutos), abstenção do fumo (o fumo leva a queda de HDL-colesterol) e perda de peso nos casos indicados.

O uso de gorduras insaturadas encontrado nos óleos de oliva, óleo de canola, azeitonas, abacate, castanha, nozes e amêndoas reduzem o colesterol total sem diminuir o HDL-colesterol.

Diminuindo a ingestão de gordura saturada existente nas carnes gordurosas, leites e derivados, polpa de côco e óleo de dendê, por exemplo, teremos redução do colesterol total e LDL-colesterol.

Criança pode ter colesterol elevado?

Sim. O colesterol deve ser dosado em criança e adolescentes obesos e/ou com parentes de 1º grau com lipídeos muito elevados no sangue.

As crianças e os adolescentes devem ser educados a obedecer a um regime alimentar equilibrado, sem excesso de gorduras e carboidratos, seguindo as necessidades calóricas diárias recomendadas para sua faixa etária.

Todas as pessoas obesas têm colesterol elevado e as pessoas magras têm colesterol baixo?

Não. Tanto nas pessoas magras quanto nas obesas a elevação dos lipídeos na circulação sanguínea pode ser de origem genética, secundária a diversas doenças, ao uso de medicamento e hábitos de vida inadequados (tabagismo, alcoolismo, sedentarismo etc.), e não apenas em virtude da ingestão alimentar copiosa e desequilibrada.

O que devemos fazer quando o colesterol se apresenta elevado?

Procurar o médico é a conduta mais acertada. Dosagens seriadas do colestreol e outros lipídeos serão necessárias.

O que devo fazer antes da coleta dos lípides?

Orienta-se manter jejum por um período de 12 a 14 horas. Recomenda-se não alterar a dieta habitual e o peso não deverá ter variações expressivas nas 2 semanas que antecedem o exame. Evitar atividade física vigorosa nas 24h que precede a coleta e suspender a ingesta de álcool 72h antes. Dessa forma, o resultado dos seus lipídeos serão confiáveis.

O que é dengue?

É uma doença febril aguda causada por um vírus que pode apresentar quadro clínico de gravidade bastante variável. Existem 4 sorotipos diferentes do vírus Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4. Quem já contraiu um sorotipo não se infecta novamente pelo mesmo sorotipo, mas ainda está susceptível aos outros, ou seja, uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez.

Como uma pessoa adquire Dengue?

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus transmissor da doença. Ao contrário do mosquito comum, tem hábitos diurnos, ou seja, ele pica preferencialmente durante o dia. Ao picar uma pessoa infectada pelo vírus da dengue o mosquito se torna transmissor da doença ao picar outras pessoas, transmitindo o vírus que se aloja em suas glândulas salivares.

Por que a maior incidência da doença é no verão?

Com o verão, a incidência das chuvas é maior e, consequentemente, aumenta a proliferação do mosquito transmissor da dengue na áreas peridomicílio. O mosquito deposita os seus ovos em pequenas poças de água limpa acumulada dentro das residências ou em quintais (pneus velhos, vasos de plantas, garrafas vazias etc.).

Quais os sintomas da doença?

A infecção causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus da dengue apresenta um período de incubação de 7 a 10 dias e produz as mesmas manifestações clínicas. As manifestações iniciais do dengue clássico são febre alta de início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, muita dor no corpo e às vezes vômitos. Três a quatro dias após o início da febre podem ocorrem manchas vermelhas pelo corpo (parecidas com as do sarampo ou rubéola) e coceira. Menos frequentemente podem ocorrer dor abdominal intensa, pequenas manchas avermelhadas ou arroxeadas, sangramentos e desmaios.

O que é dengue hemorrágico?

No dengue clássico, após 4 ou 5 dias do início do quadro, começa a melhorar e recupera-se por completo em cerca de 10 dias. Em alguns casos, nos três primeiros dias que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada dengue hemorrágico. Apesar do nome ser sugestivo para que se pense que ocorra sangramentos sempre, isto não é verdadeiro. A gravidade está relacionada, principalmente, à diminuição da pressão sanguínea, que pode ser muito grave, e até levar ao óbito.

Qual o período mais crítico e quais são os sintomas de risco para dengue hemorrágico?

O período crítico são os três primeiros dias depois que a febre começa a desaparecer, quando podem aparecer os seguintes sintomas que indicam risco de dengue hemorrágico:

  • Dor abdominal intensa;
  • Manchas arroxeadas pelo corpo;
  • Sangramentos;
  • Pele fria e pegajosa;
  • Sudorese fria;
  • Tonteiras e desmaios;
  • Fezes escuras, parecidas com borra de café.

O dengue hemorrágico só ocorre em quem tem dengue pela segunda vez?

Não. Apesar de ser mais frequente em pessoas que já tiveram dengue por um sorotipo e contraem a doença por outro sorotipo, o dengue hemorrágico pode acontecer mesmo em quem tem a doença pela primeira vez.

Quantas vezes uma pessoa pode ter dengue?

Existem 4 sorotipos de dengue, logo o indivíduo pode ter dengue até 4 vezes. A cada vez que contraímos a dengue por um sorotipo ficamos protegidos permanentemente contra novas infecções por aquele sorotipo.

Como é feito o diagnóstico de pacientes com dengue?

O diagnóstico é clínico (baseado nos sintomas e no exame físico do paciente) e laboratorial. Dentre os exames laboratoriais citam-se o hemograma (que fornece informações iniciais importante assim como indícios de uma evolução desfavorável), a sorologia para dengue (permite determinar se a pessoa possui anticorpos contra o vírus) assim como a tipagem do vírus que permite determinar o sorotipo em questão.

Com quantos dias de doença já se pode realizar a avaliação laboratorial?

Os exames laboratoriais deverão ser realizados a critério do médico assistente. Recomenda-se, entretanto, que se espere pelo menos até o quinto dia do início dos sintomas para realizar a sorologia já que ela depende da presença de anticorpos contra o vírus. Ao contrário, a tipagem do sorotipo viral deve ser feita de preferência na primeira semana da doença, período no qual a viremia é maior.

Qual o tratamento da dengue?

Não há tratamento específico para a dengue. Normalmente está indicado apenas o uso de “sintomáticos” (analgésicos e antitérmicos), a critério do médico assistente. É importante lembrar que devem ser evitados medicamentos que contenham ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® etc.), assim como antiinflamatórios (Voltaren®, Profenid® etc.) pelo maior risco de sangramentos.

Como podemos prevenir a doença?

A maneira mais eficaz de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito. O fumacê é útil para matar os mosquitos adultos, mas não acaba com os ovos. Para prevenir a proliferação de ovos, podemos ajudar fazendo a nossa parte como:

  • Cobrir qualquer local em que haja água acumulada, como caixas-d’água e tonéis.
  • Não manter pneus em áreas abertas.
  • Manter as lajes cobertas ou retirar a água acumulada diariamente, esfregando com a vassoura.
  • Guardar as garrafas de cabeça para baixo.
  • Retirar os pratos dos vasos de plantas ou mantê-los sem água, com um pouco de areia.
  • Lavar os recipientes com plantas aquáticas diariamente, esfregando-os com bucha.

ATENÇÃO: Lembre-se que os ovos depois de depositados podem sobreviver até cerca de 450 dias agarrados às paredes dos recipientes por muito tempo, mesmo sem água. Ao se repor a água novos mosquitos nascerão. Desta forma é muito importante a limpeza frequente das caixas d´água, pratos de vasos de plantas e lajes, sempre esfregando bem.

O que é diabetes mellitus?

É uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente o seu efeito. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, fundamental na metabolização (utilização) da glicose, principal fonte de energia do organismo. Consequente à falta da ação da insulina, ocorre a elevação da glicose no sangue (hiperglicemia), que caracteriza o diabetes.

O que significam os termos diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 1 é mais frequente em jovens e se caracteriza, principalmente, pela produção insuficiente de insulina pelo organismo.

O diabetes tipo 2 é mais frequente em adultos, muitos deles obesos. Nesse caso, o organismo pode produzir alguma quantidade de insulina, mas esta não consegue agir adequadamente nas células do corpo para exercer a transformação da glicose em energia.

Quais as causas do diabetes mellitus?

Esta é uma doença causada por fatores genéticos e ambientais, ou seja, o indivíduo nasce com a predisposição para desenvolver o diabetes, sendo que fatores ambientais como a obesidade, quadros infecciosos, traumas emocionais e gravidez, entre outros, podem favorecer o seu aparecimento.

Quando suspeitar se um indivíduo tem diabetes mellitus?

Os sintomas clássicos do diabetes são muita sede, vontade de urinar e fome, cansaço, turvação da visão e emagrecimento. Tais sintomas, entretanto, podem estar ausentes. Assim, algumas pessoas poderão já estar diabéticas por um longo período antes que se estabeleça o diagnóstico. Por esse motivo, existem os programas de rastreamento do diabetes que visam diagnosticar, precocemente, a doença.

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Como é feito esse rastreamento e em quem deve ser realizado?

O rastreamento do diabetes mellitus é realizado através da dosagem da glicose no sangue. Existem fatores de risco que predispõem ao diabetes. Dois ou mais desses fatores presentes num indivíduo aumentam o risco para o desenvolvimento da doença. A lista abaixo cita alguns desses fatores. O médico assistente, baseado na história e no exame físico de cada paciente, é quem definirá se este possui os fatores de risco e quando a dosagem da glicose no seu sangue estará indicada.

  • Indivíduos com mais de 45 anos;
  • Pais, filhos ou irmãos com diabetes mellitus;
  • Obesidade;
  • Vida sedentária;
  • Algumas alterações das gorduras no sangue;
  • Pressão alta;
  • Problemas nas coronárias (que predispõem ao infarto);
  • Nas mulheres, história de diabetes mellitus em gestações anteriores.

Como é feito o diagnóstico de diabetes mellitus?

A maneira mais prática de se fazer o diagnóstico é através da dosagem da glicose em jejum, podendo ser necessária uma segunda dosagem para a confirmação, a critério do médico assistente.

Quando, mesmo com duas dosagens, os níveis obtidos na dosagem da glicose em jejum não esclareceram o diagnóstico, o médico poderá solicitar o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), que consiste em se fazer uma sobrecarga de glicose, através da ingestão de um líquido bastante açucarado, para se avaliar o quanto a glicose sanguínea se elevará. Nesse caso, além de uma primeira coleta em jejum, haverá uma outra duas horas após, ou conforme determinar o médico assistente.

Obs.: Em grávidas, esse teste pode ser realizado de formas alternativas, com quantidades diferentes de açúcar na solução e com tempos diferentes de coleta após a ingestão da solução.

Como prevenir o diabetes mellitus?

Indivíduos predispostos a apresentar diabetes poderão evitar, ou pelo menos retardar, o aparecimento da doença através de hábitos alimentares saudáveis, com a manutenção do peso adequado, e evitando o sedentarismo.

O diabetes mellitus tem cura?

O diabetes não tem cura, mas pode ser controlado seguindo-se as recomendações médicas. Resumidamente, estas seriam:

  • Reeducação dos hábitos alimentares, através de uma alimentação equilibrada, tanto em qualidade como em quantidade. O seguimento da orientação alimentar prescrita pelo médico é um dos principais determinantes do sucesso do tratamento.
  • Aumento da atividade física, através de exercícios físicos regulares, após avaliação e conforme prescrição médica.
  • O tratamento com medicamentos orais pode ser necessário no diabético tipo 2. Os principais grupos de medicamentos são os que aumentam a secreção da insulina e os que aumentam a sua ação no organismo.
  • O tratamento com insulina, geralmente, é indicado para o tratamento do paciente com diabetes tipo 1. Em determinados casos, a insulina também pode ser necessária para o paciente com diabetes tipo 2, associada ou não a medicamentos orais.

Quais as consequências do diabetes mal controlado?

As complicações do diabetes, geralmente, ocorrem a longo prazo e incluem danos, disfunção e até falência de vários órgãos, especialmente rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos. Como, geralmente, evoluem silenciosamente, os sintomas podem demorar a ser percebidos e, por isso, a avaliação médica periódica é muito importante.

O que são as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)?

São doenças infecciosas transmitidas pelo contato sexual. Vários são os agentes que podem causar essas doenças, como bactérias, fungos ou vírus, o que determina uma apresentação diferente para cada uma delas.

Quais são os principais sintomas dessas doenças?

De maneira geral, as DSTs aparecem como corrimentos vaginais ou uretrais, úlceras genitais, tumorações na virilha, pequenas vesículas (bolhas de conteúdo líquido) ou verrugas em região genital. Muitas vezes os principais sintomas são a coceira e a dor no local da lesão. Em alguns casos, como nas hepatites e AIDS, a parte genital serve apenas como porta de entrada, não tendo sinais especiais nesses locais. O surgimento de qualquer um desses sinais ou sintomas indica a necessidade de procurar um médico. Não procure resolver a situação apenas com amigos ou profi ssionais de áreas paramédicas. Essas doenças podem ter consequências quando não diagnosticadas e tratadas corretamente.

Como diagnosticar essas doenças?

A consulta ao médico é indispensável para se diagnosticar uma doença sexualmente transmissível. Esse profissional tem o conhecimento para diferenciar as diversas formas de apresentação das doenças e indicar qual o exame laboratorial mais adequado para comprovar, definitivamente, a presença da DST. Os testes podem ser realizados com material da lesão genital ou pela pesquisa de marcadores da doença no sangue (sorologias). Como algumas lesões podem ser semelhantes, mesmo em doenças diferentes, o médico pode solicitar mais de um teste laboratorial para ter certeza do tipo de DST.

Existe tratamento para as DSTs?

Existe tratamento para todas as doenças sexualmente transmissíveis e, para aquelas ocasionadas por bactérias ou fungos, existe cura após o tratamento. Para aquelas cujo agente causal é um vírus existe controle medicamentoso.

Existe alguma forma de prevenir essas doenças?

A prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis baseia-se no uso de camisinhas durante toda a relação sexual. A limitação da quantidade de parceiros sexuais diminui a chance de contato com os agentes dessas doenças. A presença de qualquer lesão em genitália ou secreção vaginal/uretral deve servir como sinal de alarme. Nesses casos, até que se consulte um médico, o contato sexual deverá ser evitado.

As DSTs podem ocasionar complicações?

Sim. As pessoas com DSTs, por apresentarem lesões em genitália, têm até 18 vezes mais chances de contaminação pelo vírus do HIV. As infecções pelo papilomavírus ou pelo vírus da hepatite B estão relacionadas com o aparecimento de câncer. Os fetos de pacientes infectadas por sífi lis podem nascer com malformações. A infertilidade é uma das complicações das pessoas infectadas pela gonorréia.

O que é Hepatite Viral?

Hepatite é uma inflamação do fígado. Esta inflamação pode ser causada por vários agentes, como drogas, álcool e, mais frequentemente, por vírus. As hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A (HAV), B (HBV) e C (HCV), causadores da Hepatite A, Hepatite B e Hepatite C, respectivamente.

Como se disseminam os vírus da Hepatite?

  • Hepatite A: o HAV é transmitido de pessoa a pessoa pela ingestão de alimentos e água contaminados com fezes infectadas pelo vírus. Esta transmissão é conhecida como fecal-oral.
  • Hepatite B: o HBV é transmitido pelo contato com sangue contaminado (hemotransfusões, seringas contaminadas em usuários de drogas, material cirúrgico não estéril), contato sexual sem uso de preservativo ou da mãe para o filho durante a gestação e/ou parto (chamada transmissão vertical).
  • Hepatite C: o HCV é transmitido principalmente através do contato com sangue contaminado (hemotransfusões, seringas contaminadas em usuários de drogas, material cirúrgico não estéril). Outras formas de contágio, tais como sexual e vertical (mãe para o filho durante gestação/parto) ainda não foram comprovadas, entretanto não podem ser totalmente descartadas.

Quais os sintomas da Hepatite Viral?

A Hepatite pode surgir rapidamente sendo classificada como hepatite aguda ou lenta e menos sintomática, hepatite crônica. Hepatite A cursa apenas com a forma aguda. As outras, como a B, podem apresentar um quadro agudo e depois tornar-se crônica, já a Hepatite C costuma causar apenas hepatite crônica.

Sintomas gerais, geralmente mais associados as formas agudas são cansaço, perda do apetite, náuseas, dor e desconforto abdominal, urina escura e fezes claras, icterícia (olhos e peles amarelados).

A Hepatite Viral tem cura?

Grande parte das Hepatites Virais têm cura espontânea. Dependendo do vírus causador da Hepatite, existe um risco de cronifi cação da doença. Nesses casos, o vírus permanece infectando o fígado e pode causar outras doenças hepáticas posteriormente, tais como cirrose e câncer. A Hepatite A nunca se torna crônica evoluindo geralmente sem maior gravidade para a cura espontânea. Já a Hepatite B pode cronifi car em 2 a 6% das pessoas acima de 5 anos, em 30% das crianças entre 1 a 5 anos e em até 90% dos lactentes. Já a Hepatite C evolui com infecção crônica em 55 a 85% das pessoas infectadas.

Como diagnosticar o tipo de Hepatite?

Existem alguns exames de sangue que diagnosticam o tipo de vírus causador da Hepatite. Esses exames identificam cada vírus especificamente através da detecção dos anticorpos produzidos pelo organismo contra o vírus causador da Hepatite. Podem também dizer se a pessoa já teve contato prévio com o vírus, se ficou curada ou não ou se foi vacinada.

Como prevenir as Hepatites Virais?

Em relação à Hepatite A, a melhor prevenção é lavar sempre as mãos após utilizar o banheiro, após a troca de fraldas e antes de se alimentar. Já a melhor forma de prevenção das Hepatites B e C consiste em não compartilhar seringas, descartar seringas usadas em recipientes rígidos (evitando assim acidentes na manipulação do lixo) e utilizar preservativos em todas as relações sexuais.

Existe vacina para prevenção de Hepatites?

As Hepatites A e B podem ser prevenidas por meio de vacinação. Já existem vacinas separadas para Hepatite A e B e vacinas conjugadas que conferem proteção contra as duas formas de Hepatites. Não existe vacina disponível contra Hepatite C.

As vacinas contra Hepatite A e B são seguras?

As vacinas são seguras e já foram aplicadas em mais de 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos, entre adultos e crianças, sem relatos de efeitos adversos graves. A vacina contra Hepatite B já faz parte do calendário vacinal oficial do Ministério da Saúde.

O que é pressão arterial?

Quando o coração bombeia o sangue para o corpo, este exerce uma pressão nas artérias (vasos que conduzem o sangue do coração a todo o organismo) que varia dependendo do momento de contração desse órgão. O momento em que o coração está contraído para expulsar o sangue é chamado de sístole e a pressão nesse momento recebe o nome de sistólica ou pressão máxima. No momento de relaxamento do coração, a pressão é chamada de mínima ou diastólica, pois o nome médico desse período é diástole.

O que é Hipertensão Arterial?

A Hipertensão Arterial ou pressão alta ocorre quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias para se movimentar é muito forte, fi cando acima dos valores considerados normais. Apesar de o valor normal de pressão arterial ser de 120x80 mmHg, considera-se que a pressão esteja alta apenas quando os valores forem superior a 140x90 mmHg.

Quando uma pessoa é considerada hipertensa?

A pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial estiver, permanentemente, maior ou igual a 140/90 mmHg. Para essa consideração, a pressão deve ser medida várias vezes, de forma correta, com aparelhos calibrados e por profissional capacitado. Ou seja, não é considerado hipertenso o indivíduo que apresenta uma medida esporádica de pressão arterial superior a 140x90 mmHg.

Como saber se a pressão arterial está aumentada permanentemente?

O diagnóstico do aumento permanente da pressão arterial pode ser obtido pela medida da pressão em várias condições ao longo do dia. Nem sempre é possível que todas essas avaliações sejam feitas por profi ssionais habilitados e em equipamentos confi áveis. Dessa maneira, o seu médico pode solicitar que você realize um exame chamado de monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA). Este teste consiste na adaptação de um aparelho de medição de pressão a um monitor que registra todas as medidas realizadas em períodos determinados. Depois de colocado no paciente, o sistema realiza várias medidas da pressão arterial, ao longo de 24 horas. O exame fornece um relatório com todas as medidas de pressão, possibilitando o diagnóstico correto da permanência de elevação da pressão arterial.

A Hipertensão Arterial é uma doença frequente?

Sim. A Hipertensão Arterial é uma das doenças mais frequentes, em todas as partes do mundo. Um em cada cinco brasileiros é portador de Hipertensão Arterial. A doença tem uma tendência a aumentar de frequência em pessoas com idades mais avançadas.

Quais as pessoas com maior risco de se tornarem hipertensas?

Aquelas com excesso de peso, que não tem uma alimentação saudável, ingerem muito sal, não fazem exercícios físicos, consomem muita bebida alcoólica, são diabéticos ou têm familiares hipertensos. O risco aumenta com a idade. Após os 55 anos, mesmo as pessoas com pressão arterial normal na juventude têm 90% de chances de desenvolver a hipertensão.

Quais são os sintomas da Hipertensão Arterial?

A maioria das pessoas com pressão alta não apresenta nenhum sintoma no início da doença, por isso ela é chamada de “inimiga silenciosa”. Quando ocorrem, os sintomas são usualmente vagos e comuns a outras doenças. Destacam-se abaixo os principais sintomas atribuídos à hipertensão:

  • dor de cabeça;
  • tonteira;
  • cansaço;
  • enjoos;
  • falta de ar;
  • sangramentos nasais.

O que causa a Hipertensão Arterial?

Em 95% dos casos, a causa da doença é desconhecida. Nesses indivíduos, ocorre o aumento da rigidez das paredes arteriais, fato favorecido pela herança genética em 70% dos casos. Logo, se seus pais ou parentes próximos são hipertensos, você tem probabilidade de desenvolver a doença.

Quais as complicações mais frequentes?

Se não tratada, a pressão alta pode ocasionar derrames cerebrais, doenças do coração, como infarto, insuficiência cardíaca (aumento do coração) e angina (dor no peito), insuficiência renal ou paralisação dos rins e alterações na visão que podem levar à cegueira.

Existe alguma forma de prevenir o aparecimento da Hipertensão Arterial?

Sim. Evitando os fatores de risco para essa doença, como fumo, excesso de peso, consumo abusivo de sal, falta de exercícios e sedentarismo, uso de pílulas anticoncepcionais acima dos 35 anos, e o abuso de álcool, podemos algumas vezes prevenir e muitas vezes retardar o início da Hipertensão Arterial.

Sou hipertenso, o que devo fazer?

  • Meça sua pressão regularmente.
  • Diminua a quantidade de sal na comida. Use, no máximo, 1 colher de chá para toda a alimentação diária. Não utilize saleiro à mesa e não acrescente sal no alimento depois de pronto.
  • Tenha uma alimentação saudável.
  • Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Mantenha um peso saudável.
  • Pratique atividade física pelo menos 5 dias por semana. Faça caminhadas, suba escadas em vez de usar o elevador, ande de bicicleta, nade, dance.
  • Não fume! Depois da hipertensão, o fumo é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares.
  • Controle o estresse. Tente administrar seus problemas de uma maneira mais tranquila. A “arte de viver bem” é enfrentar os problemas do dia a dia com sabedoria e tranquilidade.
  • Se utilizar medicamentos, tome-os regularmente conforme orientação médica.
  • Procure o seu médico regulamente.
  • Jamais abandone o tratamento, que via de regra, é realizado por toda a vida.

Existe cura para a Hipertensão Arterial?

Não. Porém, existe a possibilidade de um controle bastante eficaz. O diagnóstico de hipertensão deve significar uma reformulação de hábitos que se traduz em benefícios para todo o organismo. Cuide-se e mude desde já!

O que é Leucemia?

O termo Leucemia é utilizado para descrever alguns tipos de câncer ou neoplasias que acometem as células da medula óssea. Um determinado grupo de células passa a ter uma proliferação desordenada, infiltrando a medula óssea e reduzindo a produção de "células sanguíneas normais".

O que é medula óssea?

A medula óssea é um tecido esponjoso que se localiza dentro dos ossos ("tutano") e que é responsável pela produção das células sanguíneas.

Quais são as células sanguíneas e quais suas funções?

  • Hemácias ou glóbulos vermelhos: células que transportam o oxigênio para os tecidos para que estes possam funcionar adequadamente.
  • Leucócitos ou glóbulos brancos: células responsáveis pela defesa do organismo.
  • Plaquetas: células responsáveis pela hemostasia, isto é, controlar sangramentos.

Existem vários tipos de Leucemia?

Sim. A Leucemia pode ser crônica ou aguda, mielóide ou linfóide. A combinação dessas formas determina os vários tipos existentes: LLA - leucemia linfóide aguda; LMA - leucemia mielóide aguda; LLC - leucemia linfóide crônica; LMC - leucemia mielóide crônica. Além disso, dentro desses quatro tipos, existem diversos subtipos.

Qual a causa da Leucemia?

Ainda não se sabe exatamente as causas de Leucemia, mas, em alguns casos, pode-se suspeitar de certas causas como a exposição a algumas substâncias químicas (por exemplo, o benzeno) ou a radiação. Igualmente, até o presente, não há maneira de se prever ou prevenir o seu aparecimento.

Ela é contagiosa?

As Leucemias não são doenças contagiosas.

A Leucemia na criança é igual à Leucemia do adulto?

As Leucemias das crianças podem ser parecidas com as Leucemias do adulto com relação aos principais sinais e sintomas que apresentam. Entretanto, quanto aos tipos, na criança é mais comum a Leucemia Linfóide Aguda (70% dos casos) e, nos adultos, há uma incidência maior de Leucemia Mielóide Aguda e de Leucemias Crônicas.

Quais os sinais e sintomas mais comuns?

Como as células leucêmicas infiltram a medula óssea e como esta é responsável pela produção das células sanguíneas a infiltração medular resulta essencialmente em diminuição destas células, o que vai determinar os principais sinais e sintomas da doença:

  • redução de hemácias: anemia com fadiga e palidez
  • redução de leucócitos normais com aumento dos leucócitos neoplásicos: aumento do risco de infecções;
  • redução de plaquetas: eventuais sangramentos.

Além disso, as células leucêmicas infiltram também outros órgãos e tecidos tais como articulações, o que pode resultar em dor articular, assim como baço e fígado, levando a um aumento desses órgãos e, consequentemente, resultando em dor abdominal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico e exames complementares. O diagnóstico laboratorial inicial é realizado, em geral, por um exame de sangue chamado hemograma. Outros exames poderão ser solicitados para a elucidação do caso (ácido úrico, provas de função hepática, desidrogenase lática, etc.). A confirmação do diagnóstico é feita pelo exame mielograma e pela imunofenotipagem das células leucêmicas, que poderá confirmar e/ou definir o tipo e o subtipo da Leucemia.

O que é mielograma?

É um procedimento no qual se retira uma pequena quantidade (menos de um mililitro) do material esponjoso de dentro do osso (medula óssea), para se avaliar as células que aí se encontram.

Existe tratamento para a Leucemia?

Sim. O tratamento básico consiste na quimioterapia, isto é, a utilização de medicamentos que atuarão sobre as células malignas através de mecanismos distintos, procurando erradicá-las. Outros procedimentos podem ser necessários, dependendo do caso.

Em que caso é recomendado o transplante de medula óssea?

O transplante de medula óssea é indicado para os casos de recidivas (recaídas da doença) e para as Leucemias que apresentam alteração citogenética de risco desfavorável, isto é, alterações nos cromossomos, pois essas tendem a não responder bem à quimioterapia.

Existe cura?

Sim. Procura-se utilizar o termo remissão em vez de cura para os pacientes que tiveram Leucemia. A remissão é considerada completa quando a doença não mais está presente no sangue e na medula óssea do paciente, e quando todos os sinais e sintomas de leucemia desapareceram. Mesmo os pacientes que apresentaram boa resposta inicial ao tratamento devem manter visitas regulares aos seus médicos assistentes, em função de risco potencial de recidiva.

O que é Menopausa ?

A Menopausa é o nome dado à última menstruação.

Qual é a diferença entre Menopausa e Climatério?

Enquanto a Menopausa representa a última menstruação da mulher, o climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo. Na prática, mesmo que a mulher ainda não tenha parado de menstruar, poderá apresentar a “síndrome do climatério”, com as alterações características desse período de transição.

Por que ocorre?

A Menopausa, geralmente, é causada pelo decréscimo natural da função dos ovários levando a uma redução dos hormônios sexuais produzidos por estes órgãos. Inicialmente, ocorre diminuição da progesterona e posteriormente, do estradiol, o seu principal hormônio. Menos frequentemente, a Menopausa pode ser devida a outras causas, por exemplo, algumas cirurgias ginecológicas.

Como diagnosticar a Menopausa?

Para o diagnóstico da Menopausa, em mulheres que ainda têm útero e ovários, deve existir um período de um ano ou mais de falta de menstruação (amenorreia). Laboratorialmente, pode-se observar níveis baixos de estradiol e níveis altos de hormônio folículoestimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH).

Em que idade ocorre?

Habitualmente, a última menstruação ocorre entre os 47 e 55 anos. No entanto, cinco a sete anos antes, ocorre diminuição gradual da produção dos hormônios pelos ovários. Quando a Menopausa ocorre antes dos 40 anos é chamada de Menopausa prematura ou precoce.

Há alguma relação entre a idade primeira menstruação e a da Menopausa?

Não. A mulher pode ter a primeira menstruação (menarca) mais cedo e fazer a Menopausa mais tarde. Por outro lado, a menarca pode acontecer mais tarde e a Menopausa mais cedo.

Quais são os sintomas e os sinais da menopausa?

Algumas mulheres param de menstruar sem apresentar sintomas. Entretanto, a maioria apresenta sinais e sintomas vários meses antes da parada definitiva da menstruação.

As menstruações podem ocorrer em intervalos maiores e pode ocorrer também alteração na quantidade eliminada (fluxo menstrual), havendo fases de fluxo intenso ou de fluxo reduzido. Dentre os sinais e sintomas mais frequentes deste período citamos:

  • ondas de calor ou fogachos;
  • suores noturnos;
  • insônia;
  • diminuição do desejo sexual;
  • irritabilidade;
  • depressão;
  • ressecamento vaginal;
  • dor durante o ato sexual;
  • diminuição da memória;
  • pele seca e sem brilho;
  • alteração na distribuição da gordura com predomínio de deposição em região abdominal.

Com o passar do tempo, podem aparecer outras alterações consequentes à falta dos hormônios produzidos pelos ovários, sendo a principal destas a osteoporose, que ocorre devido à deficiência de estrogênio.

A Menopausa deve ser tratada?

Algumas mulheres necessitarão de reposição dos hormônios que o ovário parou de produzir - terapia hormonal da Menopausa, enquanto outras não necessitarão de tratamento ou este poderá ser contraindicado. Outras medicações podem ser indicadas para o alívio dos sintomas. Em todos os casos, o médico assistente é o profi ssional que vai definir se algum tratamento está indicado e qual a melhor opção em cada caso.

O que é obesidade?

É uma doença caracterizada por aumento da gordura corporal, que pode levar a várias outras doenças e até à morte precoce.

Como caracterizar se uma pessoa é obesa?

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida simples do grau de Obesidade. Consiste na divisão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros).

Por exemplo: em uma pessoa com 90 kg e 1,70 m o IMC será: 90 / (1,70x1,70) = 32,1.

Nesse contexto, indivíduos com IMC entre 20 e 24,9 são considerados de peso normal, indivíduos com IMC entre 25 e 29,9 têm sobrepeso e aqueles com IMC maior ou igual a 30 são considerados obesos.

Que outros fatores são importantes na pessoa obesa?

Além do IMC, a distribuição da gordura corporal também é importante. A Obesidade mais grave é a do tipo visceral ou obesidade “maçã”, isto é, relacionada com o acúmulo de gordura na região do abdome. Esta é a mais frequentemente associada às alterações cardiovasculares.

Quais são as principais doenças associadas à Obesidade?

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus
  • Alterações das gorduras no sangue (dislipidemias)
  • Doença coronariana (que predispõe ao infarto)
  • Doenças reumatológicas e ortopédicas

Por que uma pessoa torna-se obesa?

A Obesidade ocorre quando não há um balanço entre o que é ingerido nas refeições e o que o organismo gasta nas suas atividades. Quando um indivíduo ingere alimentos, esses servem para produzir a energia necessária para o funcionamento do corpo. Se sobra energia, é porque a ingestão foi grande ou porque a atividade foi insuficiente para usar a energia produzida, que se transformou em gordura. O acúmulo de energia armazenada sob a forma de gordura leva à Obesidade.

Existem fatores predisponentes para a Obesidade ?

Vários são os fatores que contribuem para que se instale a Obesidade e o fator genético é um dos mais importantes. Pessoas de famílias com Obesidade têm maior tendência a serem, também, obesas. Com menos frequência, outras doenças, como as endócrinas, podem estar associadas com a Obesidade. O médico é a pessoa indicada para fazer o diagnóstico diferencial se um indivíduo apresenta a Obesidade primária ou se essa é associada a outra doença.

Como prevenir a obesidade?

Alimentar-se corretamente e evitar o sedentarismo são as principais armas para se evitar o aumento progressivo de peso que pode chegar à Obesidade.

Qual o tratamento ideal para a Obesidade?

O tratamento da Obesidade somente deverá ser realizado sob orientação médica. Após o diagnóstico diferencial, este poderá estabelecer um programa de reeducação alimentar, com a adequação tanto da quantidade como da qualidade dos alimentos ingeridos. Associada à alimentação adequada a prática de exercícios físicos, também sob indicação e supervisão médica, visa aumentar a massa muscular e o gasto de calorias, favorecendo o emagrecimento. O tratamento com medicações; tanto as que auxiliam na diminuição da ingestão de calorias, como as que aumentam o gasto energético assim como as que diminuem a absorção das gorduras no intestino; poderá ser prescrito pelo médico assistente em casos selecionados.

O que é Osteoporose ?

É uma doença do osso caracterizada pela diminuição da densidade óssea, ou seja, o osso torna-se mais fino e poroso. Essa alteração enfraquece o osso, tornando-o mais susceptível a fraturas após algum trauma ou até a fraturas espontâneas.

Quais são os fatores de risco para desenvolver Osteoporose?

Muitas causas podem estar envolvidas, incluindo fatores genéticos e ambientais. Entre os demais fatores de risco para Osteoporose podemos citar:

  • História familiar de Osteoporose;
  • Raça branca ou asiática;
  • Baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada;
  • Mulheres após a menopausa, sem reposição hormonal;
  • Idade avançada;
  • Uso prolongado de determinados medicamentos, tais como cortisona, heparina, anticonvulsivantes e metrotrexate;
  • Doenças que levem à imobilização ou repouso prolongado;
  • Alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Uso excessivo de café e doenças de evolução prolongada que afetem a calcificação do osso, como algumas doenças reumatológicas, endócrinas, genéticas e hepáticas;
  • Sedentarismo;
  • Ingestão inadequada de cálcio.

É verdade que as mulheres tem mais Osteoporose que os homens, qual o motivo?

Sim, isso tanto é verdade que ser do sexo feminino é um fator de risco muito importante para Osteoporose. Sabe-se que uma em cada três mulheres desenvolve Osteoporose no período pós-menopausa, enquanto nos homens acima de 60 anos, apenas um em cada seis a desenvolve. Isto é explicado, essencialmente, pela diminuição do estrogênio (principal hormônio produzido pelos ovários) após a menopausa, hormônio este que no sexo feminino tem importante ação protetora contra a perda óssea.

Quais são os principais sintomas?

A diminuição da massa óssea, mesmo em níveis que podem ser caracterizados como Osteoporose, normalmente, não acarreta sintomas. A Osteoporose funciona, dessa forma, como um “ladrão silencioso” que de maneira lenta e progressiva promove a perda de massa óssea, até que o osso fique tão fraco a ponto de não suportar o esforço mecânico, ocorrendo a fratura. Neste momento, ou seja, já num estágio mais avançado da doença, aí sim o paciente pode apresentar dor.

Onde costumam ocorrer as fraturas?

As fraturas mais comuns são as fraturas de vértebras (compressão com achatamento da coluna levando à diminuição da estatura), fraturas de quadril, punho, costelas e colo do fêmur.

Como diagnosticar a Osteoporose?

A densitometria óssea é o exame recomendado no diagnóstico da Osteoporose. Ela fornece a medida quantitativa da perda de massa óssea. O exame não é invasivo nem doloroso. A maior parte das avaliações mede a densidade do osso em pelo menos dois locais: coluna lombar e fêmur. A comparação dos resultados obtidos do paciente, com os valores de referência para uma população semelhante (em idade e sexo) possibilita verificar o grau de comprometimento ósseo. O teste deve ser realizado em todas as mulheres após a menopausa e, eventualmente, mais cedo, em indivíduos com pelo menos dois fatores de risco para Osteoporose assim como naqueles com queixas sugestivas da doença.

Como prevenir a Osteoporose?

A falta de prevenção da Osteoporose resulta em algum tipo de fratura em metade das mulheres ao redor dos 70 anos e em duas em cada três mulheres aos 80 anos de idade. Percebemos, portanto, a grande importância das medidas preventivas listadas abaixo:

  • Alimentação rica em cálcio: leite e derivados, vegetais de folhas verdes, carnes e peixes.
  • Exposição regular ao sol, já que o sol é necessário para a formação de vitamina D no organismo.
  • Praticar exercícios regularmente (pelo menos três vezes por semana) estando indicados em especial exercícios tais como caminhar, correr, dançar, jogar tênis assim como exercícios com peso (que além de efeitos diretos sobre o osso, aumentam o tônus e a massa muscular, melhorando o equilíbrio e prevenindo as quedas).
  • Evitar os fatores de risco para Osteoporose relacionados anteriormente.

A Osteoporose tem tratamento?

Sim. Uma vez que diagnosticada a Osteoporose e identificada a sua causa, medidas terapêuticas tais como a prática regular de exercícios, exposição ao sol, alimentação rica em cálcio e, em alguns casos, medicações específicas para manter a massa óssea e tratar a menopausa são indicados.

O que é Tabagismo?

Tabagismo é doença, conceituada pelo Código Internacional de Doenças, como sendo um grupo de transtornos mentais e de comportamento, decorrentes do uso de substâncias psicoativas (drogas de atuação sobre o Sistema Nervoso Central).

Quais as substâncias presentes na fumaça do cigarro?

São aproximadamente 5 mil elementos diferentes contidos na fumaça do cigarro, dentre eles a nicotina que ocasiona aumento da freqüência cardíaca, aumento da pressão arterial, favorece a aterosclerose, a formação de úlceras gástricas, diarréia e enfisema pulmonar. Além dessas circunstâncias, a dependência psíquica é importante. Essa droga age sobre o SNC como a cocaína, chegando a estimulá-lo em 2 a 4 segundos. O monóxido de carbono tem facilidade de se ligar à hemoglobina, que é parte integrante das hemácias, e responsável por levar o oxigênio aos tecidos. Logo, sua existência dificulta que os tecidos recebam condições favoráveis para sua sobrevivência. O alcatrão é composto por aproximadamente 40 substâncias causadoras de câncer (carcinogênicas).

Cigarros de baixo teor são melhores?

O artifício de diminuir os teores de nicotina leva o fumante à necessidade de tragadas mais profundas e ao aumento do número de cigarros ao dia. O que faz da tentativa de redução um fracasso efetivo.

Quais as principais doenças associadas ao fumo?

  • Câncer: o fumo é responsável por 30% das mortes por câncer, e por 90% dos casos de câncer de pulmão.
  • Doenças coronarianas: 25% dos casos de angina e infarto decorrem do fumo.
  • Doenças cérebro-vasculares: 25% dos casos de derrames cerebrais associam-se ao fumo.
  • Doenças pulmonares obstrutivas crônicas: 85% relacionam-se ao uso do cigarro. Outras doenças, como aneurismas arteriais, úlceras digestivas e infecções respiratórias estão também ligadas ao tabagismo.

O fumo atua na reprodução?

De forma bastante acentuada. Inicialmente a taxa de fertilidade é menor nas mulheres fumantes. No caso da gravidez ocorrer há possibilidade de parto prematuro, abortamento e menor crescimento do feto. O uso de 1 a 4 cigarros/dia já é suficiente para que essas circunstâncias ocorram.

Parei de fumar, não existem mais riscos?

Os riscos se reduzem de 50 a 70%, muito embora não de imediato. Os malefícios acarretados pelo tabagismo demandam anos para serem refeitos. Porém, caso a utilização do cigarro não seja interrompida a tendência natural é de efeito nocivo cada vez maior.

O que é Tireoide?

A palavra Tireoide é originária do latim e significa “escudo”. Em 1656, Thomas Warton escolheu essa denominação porque acreditava-se que a única função da Tireoide era estética (tornando o pescoço mais bonito). Hoje em dia, entretanto, sabemos que a Tireoide consiste em uma importante glândula endócrina, no formato de borboleta, localizada na região anterior do pescoço com inúmeras funções vitais para a sobrevivência da espécie humana. Ela é responsável pela produção de dois importantes hormônios: a TIROXINA (T4) e a TRIIODOTIRONINA (T3) que têm participação importante na regulação dos órgãos, acelerando ou reduzindo a função desses conforme a necessidade. A Tireoide tem, portanto, um importante papel no controle do metabolismo e no funcionamento equilibrado de todo o organismo.

Quem regula a função da Tireoide?

Existe uma outra glândula, chamada pituitária ou hipófise, que, por meio da secreção (produção) de um hormônio chamado HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE ou TSH, controla a produção dos hormônios produzidos pela Tireoide.

Por exemplo, quando por alguma razão a Tireoide produz pouco hormônio, a hipófi se percebe que algo está errado e aumenta a secreção do TSH. Ao contrário, quando a Tireoide apresenta hiperfunção (aumento da produção hormonal) a hipófise diminui o estímulo à glândula Tireoide pela secreção do TSH.

Por esse motivo, notamos que, na grande maioria das vezes que estamos diante de um desequilíbrio da função tireoideana, os níveis dos hormônios tireoideanos (T3 e T4) e o TSH caminham inversamente.

Quais as principais doenças da Tireoide?

As principais doenças que acometem a Tireoide são as alterações de sua função, ou seja o hipo e o hipertireoidismo. Além das alterações de função, citamos ainda as doenças nodulares da Tireoide, doenças inflamatórias agudas e subagudas da Tireoide (bacterianas e virais).

É verdade que as doenças da Tireoide acomentem sobretudo as mulheres?

Sim, as mulheres são mais acometidas por disfunções tireoideanas. A prevalência dessa patologia no sexo feminino é bastante alta e com frequência subdiagnosticada. Estudos têm mostrado acometimento em torno de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm mais de 60 anos.

O que é Hipo e Hipertireoidismo?

  • Hipotireoidismo: resulta habitualmente da diminuição da produção de hormônio tireoideano com consequente diminuição da sua ação nos tecidos. O organismo passa a funcionar, portanto, de forma “mais lenta”. Dentre as principais causas de hipotireoidismo citamos tireoidite autoimune ou tireoidite de Hashimoto (mais comum), hipotireoidismo pós-cirurgia de Tireoide e póstratamento com radioiodo. Uma outra causa, um pouco menos comum nos dias atuais em função da iodação do sal, é o hipotireoidismo em consequência da deficiência de iodo na dieta.
  • Hipertireoidismo: resulta do excesso de produção de hormônio tireoideano com consequente aumento da sua ação nos tecidos. O organismo passa a funcionar, portanto, de forma mais “acelerada”. Dentre as principais causas de hipertireoidismo citamos bócio difuso tóxico ou doença de Basedow-Graves (hiperestimulação imunológica da glândula), bócio uni e multinodular tóxico (nesse caso um ou mais nódulos tireoidenos podem produzir hormônio tireoideano) e excesso de iodo na dieta.

Quais os principais sintomas do Hipo e Hipertireoidismo?

  • Hipotireoidismo: diminuição da frequência cardíaca, elevação da pressão sanguínea, letargia, sonolência, falta de memória, câimbras, aumento de peso, rosto inchado (principalmente sob os olhos), fala lenta, voz rouca, cabelo fino e fraco, pele áspera e seca, constipação intestinal, dor articular, aumento da sensibilidade ao frio, aumento do fluxo menstrual, galactorreia (secreção láctea nas mamas), infertilidade e depressão (especialmente em idosos).
  • Hipertireoidismo: aumento da frequência cardíaca, aumento do ritmo intestinal, nervosismo, agitação, insônia, muito suor, fraqueza muscular, tremores das mãos, perda de peso, queda de cabelo, pele quente, diminuição do fluxo menstrual, olhos saltados (exoftalmia).

Obs.: É importante lembrar que não obrigatoriamente todos esses sintomas encontram-se associados. Diante da presença de algum desses sintomas, é importante relatá-los ao seu médico, o qual será a melhor pessoa para lhe orientar quanto à conduta a ser seguida.

Qual o tratamento indicado para os problemas de Tireoide?

O tratamento vai variar de acordo com o problema em questão. Por exemplo, diante do hipotireoidismo o tratamento será a reposição do hormônio tireoideano que está defi ciente. Já, quando estamos diante do hipertireoidismo o tratamento é habitualmente um pouco mais difícil e poderão ser indicados tanto o tratamento com medicamentos (que provocam a diminuição da produção de hormônio tireoideano) como o tratamento cirúrgico ou a ablação (destruição tireoideana) com radioiodo. O tratamento cirúrgico assim como o tratamento com radioiodo ou ainda a injeção intranodular de etanol podem ser indicados em casos selecionados de patologias nodulares.